Arquivo de Raul Seixas

Virada Cultural 2010!

Posted in Diversidade with tags , , , , , , , on 28 de abril de 2010 by Sergio Contri

Hey Hey Hey!

Venho com muito entusiasmo falar da Virada Cultural 2010, que esse ano promete ser uma das melhores viradas que já aconteceram na cidade de São Paulo e que acontece nos dias 15 e 16 de Maio!

No ano passado nós contamos com a presença de bandas como Matanza, Camisa de Vênus e Velhas Virgens, como um palco montado especialmente para um bela homenagem ao ilustre Raul Seixas, onde a virada inteira bandas se revezaram tocando as músicas do Raulzito!

Este ano não é diferente, pois eu estava vendo a programação da Virada Cultural e vi que muitas bandas nacionanis e internacionais boas vão passar por nossa cidade, e que também vai ter um espaço reservado aos nerds que curtem um RPG, mangá e Cosplay (sim, eu vou passar nesse espaço!)

Logo da Virada Cultural

Na Praça Julio Prestes, que é uma síntese do que vai rolar no evento, irão tocar 2 bandas internacionais de grande porte, que são elas: ABBA (Suécia) e Living Colour (EUA).

O palco destinado aos rockeiros mudou de lugar, agora está na Av. São João e traz muitas atrações, tais como Raimundo, Pitty, CPM 22 só tocando músicas do Ramones (YEAH!), Titãs, Carnavelhas fazendo um tributo ao mestre Adoniram Barbosa, L.A. Guns, Krisium entre outras bandas!
A Virada Cultural 2010 também vai contar com palcos destinados ao Reggae, a Black Music, Danças, Samba, palco onde vão ter vários pianistas se revezando, palco com orquestra, dois palcos onde artistas vão se apresentar sozinhos só com a companhia do seu violão, sem contar que espalhadas pelas ruas irão estar as 10 barracas de pastéis mais gostosas da cidade!
Ah, sem contar que na Galeria Prestes Maia vai ter um espaço reservado para discussões sobre tatuagens e o universo da body art, com performances, shows, tatoo 24hrs, documentários e um museu contando a história da body art no Brasil.

Bom, isso é mais ou menos o que vai acontecer nos dias 15 e 16 de Maio de 2010, para quem quiser a programação completa, é só clicar no link aí http://viradacultural.org/programacao

Agora é esperar e aproveitar a Virada Cultural 2010!!!


LONG LIVE TO THE ROCK!

Blues Rock!

Posted in Gêneros Musicais with tags , , , on 29 de março de 2010 by Ricardo Makaron

Hey folks?!

Continuando a postgem que eu comecei semana passada vou falar do blues rock.

O estilo que faz um “Fission” entre os 2 estilos é caracterizado pela guitarra mais rápida e enfática, sem os 12 compassos do blues tradicional mas sem ainda não alcança a “velocidade” do rock.

Rolling Stones

Rolling Stones

Não tem muito o que falar desse estilo. Mas ele esta presente em muitas bandas mundialmente conhecidas como Cream e Rolling Stones, e o Clapton em sua carreira solo usa bastante de blues e rock nas composições e na tecnica que ele aprendeu com o BB King.

Cream

Cream

É um estilo muito usado nas Jam Sessions, por não se prender a nenhuma “formula” definida e tem liberdade de solar não só com a guitarra mas também de todos os outros instrumentos podem ser valorizados.

No Brasil temos ótimos representantes como o VV, Made in Brazil, Raul Seixas e outros.

Raul Seixas

Raul Seixas

Até a próxima pessoal!

R. Makaron

Rock Progressivo – Vamos saber um pouco mais!

Posted in Gêneros Musicais with tags , , , , , , , on 3 de março de 2010 by Sergio Contri

Hey Hey Hey!


Hoje vou falar do Rock Progressivo, ou, simplesmente progressivo (como um adjetivo para designar quase todo tipo de música): esta, talvez, seja a expressão mais significativa dos anos 60 e, provavelmente, sua contribuição mais durável para a música de hoje. Quem criou o termo ou empregou-o pela primeira vez é impossível dizer. O único fato sabido é que ele surgiu na metade da década de 60, exatamente no perído em que surgia a coisa a ser por ele designada: o psicodelismo, a experimentação, o rock como forma musical distinta do rock ‘n roll e do pop.

De fato, para os brasileiros, rock e rock progressivo são, praticamente, a mesma coisa, apesar que o pensamento está mudando muito de um tempo pra cá. A quase totalidade da informação musical rock que chegou ao Brasil e informou músicos e platéia é composta de rock progressivo do fim dos anos 60. Para ingleses e americanos, é fácil distinguir o que é rock ‘n roll e o que é pop. São todos fenômenos oriundo, espontâneamente, de sua vida cultural, alimentados por uma série de pontos de referência. Mas, hoje, nós, brasileiros, também temos mais facilidade para distinguir isto, pois somos bombardeado de informação pelos produtos das companhias fonográficas internacionais.

Emerson, Lake and Palmer.

A expressão rock progressivo designa um conjunto de ideias que se cristalizaram a partir do modo de viver de setores da juventude de classe média, inglesa e americana, na década de 60. Essas ideias são, em grandes linhas, as seguintes: 1ª) a música produzida e consumida por essa juventude seria um fenômeno em permanente evolução, ampliando formas, sons, conceitos, misturando e experimentando tudo o que estivesse ao alcance; 2ª) dessa forma, essa música não seria apenas entretenimento, mas uma expressão da realidade e dos anseios de seus produtores/consumidores, em outras palavras, seria arte; 3ª) os artistas que fizessem essa música deveriam estar, como ela, em permanente evoulução, fazendo obras sempre distintas umas das outras e, implicitamente, de maior qualidade, sempre; 4ª) subjacente a tudo isso, estaria claro que música e músicos estavam evoluindo para algum lugar, ou seja, a música não se resolvia nela mesma, mas aspirava nela mesma, mas aspirava uma transcendência, um chegar-a-algum-lugar. Isso tudo numa só palavra: PROGRESSIVO!

Bob Dylan

Todas essas noções eram desconhecidas no mercado da música de massa (pop music) até então. (O jazz, está claro, já se ocupava disso há tempos, mas ele era uma corrente paralela, embora não isolada do mercado de massa). O rock ‘n roll, que seria o material básico na construção do rock progressivo, ignorava qualquer um desses conceitos. Artistas não mudavam de repertório ou imagem sob pena de perderem suas plateias. Se o faziam, era justamente obedecendo a injunções comerciais. Elvis Presley, por exemplo, descobriu que era mais interessante e lucrativo cantar para garotos e seus pais, daí a profusão de baladas que marcaram o trecho final de sua carreira.
O primeiro artista a desafiar essas noções estabelecidas e preparar o terreno para o progressivo foi Bob Dylan. Dylan surgiu como um cantor Folk, passou a bordo do protesto, incorporou instrumentos elétricos e o rock voltou às raízes country sem avisar oy consultar ninguém. E, mesmo sofrendo no início críticas e até vaias, acabou criando uma plateia imensa e diversificada, reunindo e transcendendo todos esses gostos musicais, tornando-se um dos maiores ícones da história musical.

Mas o Rock Progressivo só surgiu mesmo a partir de 1965, com a colaboração, em partes iguais, da cena flower-power da Califórnia e do psicodelismo inglês dos Beatles. O ponto de contato dessas duas correntes está em 1967, no LP Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Nesse álbum estavam expressas, com clareza, todas as ideias que fundamentam o conceito de “música em progresso”, ou seja, rock progressivo. Basicamente, não era só um produto de vinyl, um objeto de consumo, uma curtição para divertir: era uma obra de arte, concebida como tal e destinada a expressar o pensamento e os anseios de uma plateia em potencial!

Raul Seixas

No Brasil, cerca de 90% da geração de músicos e compositores que se diz influenciada pelo rock é, na verdade, informada por rock progressivo. Talvez apenas Raul Seixas, Erasmo Carlos, Made In Brazil e Rita Lee guardem em sua música resquícios do rock ‘n roll original, da música pop e da música negra que compõem as demais vertentes do rock. O restante do cenário que se auto-intitula de rock brasileiro é, em última análise, bandas com um conhecimento defasado do ambiente progressivo americano e inglês. Aqui, o termo rock se tornou, via de regra, sinônimo único e exclusivo do rock progressivo, e isto se explica pela própria formação dos músicos, pessoas de classe média que descobriram o rock via Beatles (de 67/68), Cream, Hendrix, Led Zeppelin e Yes. É também interessante notar que, à semelhança do que ocorre na América e na Inglaterra, os jovens de classe média das cidades brasileiras, quando escolhem algum ritmo estrangeiro para sua preferência, a maioria fica sempre com o rock ‘n roll pesado.

Amanhã o R. Makaron irá postar uma matéria sobre o Rock Progressivo Brasileiro, e você saberá um pouco mais sobre uma banda que faz esse som. Espero que as bandas que fazem Rock Progressivo aqui no Brasil apareçam mais no cenário musical, chega dessas bandinhas repletas de viados. CHEGA!

Para finalizar, fique com uma bela música progressiva:

Emerson, Lake and Palmer – Hoedown


LONG LIVE TO THE ROCK!