Arquivo para Punk

Virada Cultural 2011 – Boa?

Posted in Diversidade with tags , , , , on 21 de abril de 2011 by Sergio Contri

Hey Hey Hey!

Bom, a Virada Cultural aconteceu no final de semana passado e, no meu ponto de vista, não foi uma das melhores, a organização errou feio nas bandas que chamou e na sequência delas, como também errou na distribuição dos palcos e por aí vai.

Para não falar apenas mal da Virada, posso dizer que o espaço reservado para a Dimensão Nerd estava bem adequado, ali na Praça Pedro Lessa, perto da estação Anhangabau, onde também estavam localizadas as barracas Vikings e o palco de Stand Up.

Mas eu não gostei da localização do Palco Rock, não deviam ter tirado ele ali da São João e jogado para a Julio Prestes, o espaço ali estava muito ruim, sem contar aquele Globo da Morte que só atrapalhou a passagem, pelo menos, no ano passado, ele não atrapalhou em nada, pois ficou no meio das barracas de pastel.

Eu não estou aqui só para falar da organização, então, vamos para aquilo que vi da Virada Cultural. Eu ia fazer um post com comentários de outras pessoas que foram, mas essas pessoas não me enviaram o material a tempo, então, só vai o meu comentário!

Primeiro gostaria de falar do show da banda “Os Seminovos” que foi muito bom, para quem é nerd e curte um rock, a banda sabe como pegar o som do verdadeiro rock e colocar temas “geeks” e engraçados para fazer a multidão ir a loucura a cada solo e a cada verso da música. Os caras são bons naquilo que fazem e gostaria de vê-los de novo na Virada do ano que vem.

Eu, na verdade, não tenho muito o que falar dos shows do Palco Rock, pois eu não quis ir no show do Misfits, pois, como todos sabem, um Punk sozinho não se daria bem com os SkinHeads que por ali circulavam. E, não é de todo espanto, brigas ocorreram e pessoas saíram feridas como sempre.

Eu posso falar do show da Plebe Rude, mas só um pouco, pois peguei só o final e posso dizer que foi muito bom, pois os caras são velhos já mas ainda mandam muito bem!

Mas, eu ainda não tenho palavras para descrever o que foi o show do Frejat, sério, foi uma coisa maravilhosa! Eu não sou muito fã de Frejat, mas fui ver o show para não deixa a minha amiga Aline ir sozinha, pois ela poderia se machucar ou ser atacada por algum rockeiro louco, não? E ela fez eu ver que Frejat não é ruim, o cara manda muito bem, sem contar os solos de guitarras na músicas. A cada música que tocavam, eu pirava na letra, mesmo não demonstrando isso dançando. Eles tocaram desde Barão Vermelho até Legião Urbana, e, por incrível que pareça, ele não finalizou o show com a música “Codinome Beija-Flor”, ele foi mais esperto e finalizou com “Exagerado”, o que fez a galera explodir na hora, o êxtase tomou conta de todos, até de mim.

As músicas que mais agitaram a galera foram “Bete Balanço”, “Perdidos Na Selva” e “Jardins da Babilônia”, sem contar as músicas “Pura Êxtase” e “Amor, meu Grande Amor”. Só que viu sabe como foi demais o show.

É isso que tenho a dizer sobre a Virada, pois a minha foi meio miada essa ano, mas ainda tenho a Virada Cultural Paulista 2011 para ir, e para quem não sabe, essa é aquela que acontece em várias cidades do interior simultaneamente. E nem vou comentar do palco dos Beatles aqui, vocês devem ter noção de como foi!

See Ya!

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Supla – Punk ou não?

Posted in Bandas Comentadas with tags , , , , , , , , , on 6 de abril de 2010 by Sergio Contri

Hey Hey Hey!


Bom, eu sei que muitos de vocês devem odiar o Supla por um único motivo que todos falam: “Como um cara, filho de políticos, que veio da alta sociedade e teve tudo na vida, pode se considerar um legítimo punk?”

Eu sei que a imagem punk está ligada ao subúrbio e outras coisas, mas não podemos falar que o cara não é punk por ser do jeito que ele é, vindo da alta sociedade, o que importa é o pensamento, não o jeito de vida dele, lembrem da regra mais importante do Punk, o famoso e jamais esquecido “DIY (Do It Yourself)”, que quer dizer, faça você mesmo!

Por isso, venho aqui contar um pouco da história do Supla. Eu sei que muitos vão me crucificar pelo que vou dizer agora, mas, o cara manda bem sim, as músicas são fodas e muitas delas criticam a sociedade que vivemos, pegamos como exemplo a música “Humanos” e sem contar que o cara canta bem!

Supla

Ele iniciou sua carreira tocando versões do rock norte-americano e britânico das décadas de 50 a 70, entretanto, os estilos de suas composições estão mais ligadas ao punk e ao hardcore, e mais recentemente bossa nova.

Supla é conhecido por sua personalidade marcante e por não se importar com a opinião da imprensa, tanto nas críticas ao seu trabalho como também em eventuais elogios. Supla foi vocalista de diversas bandas em sua carreira, o início se deu no “Metropolis”, depois “Zig Zag” (que mais tarde se tornou a conhecida “Tokyo”), além do “Mad Parade”. Ele também fez parceria com outros nomes importantes do cenário rock n’roll, como a alemã Nina Hagen, com a qual teve um pequeno romance, de onde surgiu a música “Garota de Berlim”.

No começo da década de 1990 participou do famoso Rock in Rio, na sua segunda edição. Também nesta época começou a fazer algumas aparições no programa Os Trapalhões.  Em 2001 voltou a participar do “Rock In Rio”, agora já em sua terceira edição. Supla também se aventurou no cinema, participando de algumas incursões na sétima arte, contudo, não obteve muito êxito. No que se refere a sua participação televisiva podemos destacar algumas participações, como em uma mini-série e até mesmo uma telenovela.

Supla

O “papito”, apelido pelo qual ficou famoso no ano de 2001, passou boa parte dos anos 1990 no ostracismo, até que no ano 2000 o programa “Piores clipes do mundo”, da MTV Brasil, decidiu pela exibição do seu clipe “Green Hair”, logo alçado a “obra-prima trash” pelo apresentador Marcos Mion. Supla de início reclamou (“nunca passa clipe meu, e quando passa é no ‘Piores!'”), entretanto, acabou por aceitar essa fama de o “rei do piores”.

Devido a popularidade reconquistada, em 2001 Supla tocou no “Rock in Rio 3” e participou da primeira edição do Reality Show Casa dos Artistas, sendo considerado um dos grandes nomes da atração do SBT comandada por Silvio Santos. A sua popularidade no programa foi de tamanha repercussão que o seu álbum denominado “Charada Brasileiro” vendeu por volta de 600 mil cópias, um número elevado para a época, ainda mais se lembrarmos que era um disco vendido de forma alternativa. Nessa fase ele contava em seus shows com a banda “Holy Tree”.

Em 2007, apresentou a nova versão do programa Viva a Noite, no SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Recentemente tem se apresentado ao lado do seu irmão em shows pelo Brasil sob o nome Brothers of Brazil com João Suplicy (violão, piano e vocal) e Supla (bateria, violão e vocal). Ambos estão apresentando um programa na Rede TV, intitulado Brothers.

Brothers of Brazil

Eu, particularmente, acho que pouco pessoas vão mudar o pensamento depois dessa matéria, mas deviam olhar de um jeito diferente para o Supla, para ver que o cara não é só um burguesinho metido a Punk!

Fiquem com a música “Humanos” dele, aquela que eu falei no início da matéria, que faz uma crítica a sociedade.

Supla – Humanos

LONG LIVE TO THE ROCK!


Punks Brazucas 2ª parte ou não.

Posted in Diversidade, Gêneros Musicais with tags , on 5 de abril de 2010 by Ricardo Makaron

Hey Folks?!

Antes de tudo quero agradecer a todos que tem acessado nosso blog, chegamos a mais de 1000 views graças a vocês que nos lêem. Obrigado!

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Não é bem uma continuação da matéria de 3ª passada é mais um complemento, sempre tive a idéia que o punk nasceu em brasilia mas depois de ver o comentário “Botinada, A história do punk no Brasil” percebi que não da pra dizer onde o punk surgiu em terras brasileiras, são apontados 3 lugares SP e DF como este último já foi citado não achei justo deixar SP de fora e graças a um amigo que me mandou o vídeo tudo ficou mais fácil.

Em SP o punk foi mais agressivo, combate com a PM, PC, PD, PE, P o que vocês quiserem.  E mesmo assim mais e mais punks foram surgindo, em meados da metade da década de 70 [note que a data é próxima de brasilia] a Republica, São Bento eram um fortes pontos dos punks, os festivais, união de gangue, união de banda tudo isso sim é paulista e não tem como negar, não que eu não acha que filho de embaixador não pode ter “fundado” o punk  brasileiro mas quem entrou de corpo e alma foram paulistas.

É muita coisa pra falar então não vou me aprofundar muito pois o comentário que eu vi tem 1h15 mas vale a pena!

Assistam garanto que não perderam seu tempo!

R. Makaron

AHHH Antes que eu me esqueça, agradeçam a rede globo por terem feitos “ótimos e imparciais” comentários em suas matérias, quando pesquisei sobre os punks paulistas o que mais veio foi a globo, que é praticamente um ópio, falando mal.

Aborto Elétrico o 1º Punk do Brazil!

Posted in Bandas Comentadas, Bandas Independentes, Gêneros Musicais, R.I.P. with tags , , , , , , , on 30 de março de 2010 by Ricardo Makaron

Hey Folks?!

Depois de ver algumas publicações sobre o punk me veio essa idéia de saber quem foi o 1º grupo de punk de história da patria amada [?] Brazil…… E a resposta é essa mesmo, a 1ª banda de Renato Russo [Renato Manfredi Jr], com Fê Lemos e Andre Pretórios o power trio punk!

Logo da banda

Logo da banda

Se o bairro da Pompéia foi a Mecca das bandas Paulistas o planalto central foi a Jerusalem do punk [Brasilia]. Os 1ºs punks eram a “Turma de Brasilia” ou “Colina”.

Diferente do que muitos imaginam Renato era tímido e no início não cantava mas tocava baixo, o AE [Aborto Elétrico] existiu entre 78 e 82, mas foi o suficiente pra fazer com que o punk fosse difundido, não que o AE conseguiu alguma grande  fama imensa, mas ele fez algo que alguém precisava fazer, o “do it for yourself” Brazuca foi o legado de um Aborto.

A banda era instrumental ou seja só precisavam de uma tomada pra conseguir fazer barulho. A 1ª apresentação foi num bar só com playboys e meia duzia de “punks” como diz Fê Lemos, único membro ainda vivo do trio. Graças a essa aprensentação nasce o Blitz 64.

Mas a história da banda não termina bem, em 80 Andre [sem acento mesmo] foi pra África do Sul [seu pai era embaixador] e morreu em 87 de overdose de Heroína, quem entrou no lugar foi Flávio Lemos que depois passou pro baixo e o Renato na guitarra, as coisas iam bem até que Fê Lemos viaja e quando volta encontou um Renato diferente que já atendia por Renato Russo ou Trovador Solitário sem mais a timidez fazia shows em voz alta com violão na Universidade de Brasilia, a partir dai o AE ruiu, sem Renato [que já havia composto Geração Coca cola e Que pais é esse?]  Fê e Flavio tentaram seguir chamando pra assumir os vocais o irmão de Dinho Ouro Preto, Ico, mas em 82 quando iriam fazer um show no Centro Olimpíco se descobre que Ico tem o stage

Aborto Elétrico

Aborto Elétrico

fright – medo de palco – a solução? Chamar Renato que segundo Fê Lemos fez aquela cara de “Ganhei a parada” o publico que começou com meia duzia de punk no 1° show agora eram de 2 mil punks. Esse foi o ùltimo show do aborto, “sem Renato o AE era tudo menos Aborto Elétrico.”  – Fê Lemos.

A partir dai Renato forma a Legião e Fê forma o Capital com Dinho e Loro Jones.

A história é curta mas foi o suficiente pra fazer nascer o Punk que existe em nós naquela época.

Deixo agora com vocês uma raridade…enjoy!

R. Makaron