Entrevista com Inkaktus Prole

Hey Folks!!

 

Como vão!

Eu e o Seh [@liveinmadness] estávamos com alguns problemas pessoais e logo teremos mais regularidade no blog! Também esperava mais entrevistas mas muitas bandas não respondem os e-mails ai fica complicado!

 

Enfim! Não é o caso do Inkaktus Prole uma banda brazuca com uma filosofia muito boa e que vale a pena escutar! Segue a entrevista feita com eles via e-mail!

Estou falando com o DePauw um dos vocalistas da banda!

AAR – 1º Gostaria de saber qual o significado do nome da banda e quem são seus integrantes?
DePauw – Prole vem de Proletário.
O proletário possui apenas a sua capacidade de trabalhar. Os produtos gerados pelo seu trabalho não lhe pertencem.
Em tempos onde a musica é gratuita. Nós somos a Inkaktus Prole.
Somos 100% independentes.
Trabalhamos arduamente por cada passo conquistado. Típicos proletários do Rock.
Brass e DePauw nos vocais.
Tiago Moler no baixo, Edu Faria na guitarra e Rodrigo Sanches na batera.

AAR – 2º Na música “Tua vez” vocês cantam tanto em português quanto em inglês, pra vocês é mais fácil compor em ambas as línguas ou tem alguma que é mais fácil?
DePauw – Sempre compusemos em português. Está no nosso DNA.
Mas às vezes saem uns sons em inglês também. Em Espanhol pode rolar também.. se for um dia mais animado…
No caso de Tua Vez, o inglês entrou naturalmente, pois tínhamos em mente aquele estrangeiro que decide correr atrás do seu sonho na America, que é onde as coisas costumavam acontecer.

AAR – 3º Na música “Ménage” me lembrou um pouco dos raimundos vocês os tem como inspiração, e quem são os caras que vocês usam como modelo?
DePauw – Inspirações são várias. E cada integrante da banda chega com uma referencia diferente.
Raimundos foi uma das ultimas bandas de rock em português a fazer um respeitável sucesso entre os roqueiros de verdade. É uma puta banda.
Mas não seguimos nenhum modelo. O fato é que ninguém descobriu ainda qual é o melhor caminho para a musica em tempos de download gratuito.
Nós estamos desenvolvendo nosso próprio modelo.
Não vendemos nossa musica. É como se fosse liquida e devemos incentivar sua divulgação e reprodução ao máximo.
Pretendemos penetrar pelas frestas, pois pela porta da frente existem vários pedágios que interferem na produção da arte em si.

AAR – 4º Qual a mensagem que vocês gostariam de passar pro pessoal com suas letras?
DePauw – Lançamos um CD totalmente conceitual, onde todas as musicas constroem para a mensagem do álbum.
Essa grande mensagem é a filosofia SDR.
SDR é um jeito de pensar na vida. Parte do pressuposto que precisamos equilibrar três necessidades para ser feliz.
Socializar, Desligar, Realizar = SDR.
Através das músicas procuramos retratar momentos da vida que correspondem a estas três necessidades.
São 12 músicas, 4 para cada ciclo, todas inspiradas pelas nossas próprias experiências.

AAR – 5º Na música “Ménage” a uma relacionamento de duas lésbicas com um cara, vocês acham que hoje ainda rola esse preconceito ou o pessoal ta gostando?
DePauw – Tem de tudo hoje.
Se tirar a hipocrisia, a maioria das pessoas tem fantasias bem exóticas que preferem manter em segredo.
Alguns acabam realizando suas fantasias, outros não.
A tolerância das pessoas não é tão grande assim. Se colocássemos dois caras se beijando, ou duas mulheres feias se esfregando… a reação seria muito mais preconceituosa.
Não mostramos nada que não passa na Tela Quente.

AAR – 6º O que acham do cenário do rock atual nacional?
DePauw – Está em pura transição. O que é ruim para quem espera resultados no curto prazo.
Sempre tem bandas boas surgindo, mas são poucas as que permanecem, que persistem.
Hoje, o índice de persistência caiu muito, pois a maioria ainda sonha em ser adotado por alguma gravadora falida. Aí não tem como chegar a lugar algum mesmo.
Já a mídia tradicional, está em outra sintonia.
Não podemos contar com as rádios FM, pois elas ainda obedecem o modelo da antiga industria.
As TVs não aceitam Rock de verdade, tem que ser bem pop para ganhar espaço.
E a mídia impressa especializada só quer saber de quem é indie.
Sobrou a internet – o único território livre de influencias externas.
Quem não depende da mídia tradicional para conhecer musica nova, consegue conhecer muita coisa boa que andam produzindo por aí.
Pois a noticia boa é essa – Os custos de produção caíram muito.
E como não é mais necessário gastar milhões para gravar uma boa obra, fazer um som de forma independente não é mais sinônimo de ter baixa qualidade de gravação.

 

_

 

É isso ai!! Pessoal da banda muito gente fica e atencioso e um som muito bem produzido!! Muito sucesso pra vocês pessoal!!

 

Segue o link do site deles em que todos podem baixar e escutar as músicas de graça! Ainda tem o contato para shows!!

http://www2.inkaktusprole.com.br/index.htm

 

 

É isso ai folks!!

 

Sem mais !

 

HUGZ!

 

@bloodyhevens!


		

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