O Camaleão do Rock!

Hey Hey Hey!

Quem é essa figura,  ambígua,  que tem cabelos longos e curtos,  louros e cor de laranja,  que se veste como um ser espacial ou como um crooner da década de 40?

A julgar pelo que eu disse agora, é claro que só posso estar falando do David Bowie, que nasceu em Brixton em 1947. Ele chegou a cursar alguns anos de escola de arte,  mas logo saiu para trabalhar em agências de publicidade e,  eventualmente,  tocar com os diversos grupos,  comos os Conrads.

Bowie,  sozinho ou acompanhado,  por alguns de seus vários grupos,  chegou a gravar um LP para a Deram e alguns avulsos para a Pye, mas nada aconteceu.  O sucesso só veio em 1969,  com a canção “Space Oddity”,  gravada num compacto da Mercury.  Esse LP vendeu milhares de cópias,  mas ainda não era o sucesso, o verdadeiro e duradouro.

Ele lançou mais um LP depois deste, só que não fez o mesmo sucesso, fazendo com que Bowie abandonasse a música e dedica-se seu tempo à mímica e ao teatro, chegando a fundar um Laboratório de Artes em Beckenham.  Mas desiludiu-se com isso também e foi passar uma longa temporada nos Estados Unidos, onde conheceu Andy Warhol, artista plático bem louco!

A marca de Warhol está bem presente no álbum seguinte de Bowie, “The Man Who Sold The World”, feito para saldar seu contrato com a gravadora Mercury. A música era um rock muito pesado, as letras eram perfurantes.  Esse álbum vendeu 50 mil cópias e deixou os críticos americanos entre surpresos e admirados, embora a imprensa inglesa o tenha ignorado!

Mas foi só no ano e LP seguinte que o mito Bowie ficou pronto para ser consumido. O ano de 1972 marca o início da explosão glitter, o rock mais glamurisado, sexualmente ambíguo.

Bowie, vulgo Ziggy

O LP “Hunky Dory” foi um marco na carreira de Bowie. Contratado pela RCA graças às negociações de seu advogado e empresário Tony DeFries, Bowie passou a ter à sua disposição uma boa máquina publicitária para veicular suas canções estranhas e inquietantes e, mais que isso, sua nova imagem: cabelos curtos, cor de laranja, olhos pintados e sem sombrancelha!

Claro que o LP seguinte foi uma grande sensção: pois quem iria negligenciar o trabalho de um personagem desses? O sucesso foi enorme, projetando Bowie como figura básica dos anos 70, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Meninos e meninas, entusiasmados por sua declaração que era bissexual, vestiam-se com as mesmas roupas, raspavam as sombrancelhas e pintavam o cabelo. Bowie se confundia com seu personagem: era a Ziggymania.

O álbum “Ziggy Stardust” é algo irretocável, provavelmente o melhor que Bowie já fez, e descreve a carreira de um grupo, Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, desde seus começos, num clubinho de bairro, até o auge da fama e glória, que acaba destruindo o grupo e o próprio Ziggy.

Seus shows, a partir de Ziggy, começavam a ficar cada vez mais extravagantes, incluindo cenários móveis, iluminação complexa, e muito luxo nas roupas. Com isso, Bowie conquistou a América com uma tournée, depois foi para o estúdio gravar o que ele chamou de “O país de Deus”.

No ano de 1973, Bowie anunciou que iria parar de fazer show, dedicando-se exclusivamente a gravar (pouco), fazer filmes e curtir a vida com sua mulher, Angela, e o filho, Zowie. Mas, em 74, incentivado por seu LP “Diamond Dogs”, ele acabou se rendendo aos fãs e organizou uma grande tournée. O Bowie que os fãs e críticos viram, então, era um bocado diferente do astro glitter-espacial. Cabelos louros mais compridos, quase nenhuma pintura no rosto e roupas bem mais discretas! Bowie parecia mais um ator que um astro do rock!  Era o começo de uma nova fase para esse personagem mutante.

Bowie em 1974


A excursão “Diamond Dogs” foi tão mais monumental que as anteriores, envolvendo vários cenários e complicadas maquinarias teatral. O resultado foram custos elevadíssimos, muitas despesas, algum prejuízo e uma briga séria entre Bowie e seu co-construtor, DeFries. Era o fim também do ambicioso projeto da dupla, que tinha lançado a agência Mainman, que projetava talentos, tais como Iggy Pop e Lou Reed.

Mais uma vez Bowie anunciou sua vontade de se retirar dos palcos, e mais uma vez não cumpriu a promessa. E, agora, apresentou-se ainda mais mudado, anunciou que estava gravando um disco de Soul Music e as fotos mostravam um Bowie de cara lavada e com as sombrancelhas, gravando com músicos negros, usando terno completo e gravata.

O álbum de 75 é mesmo um disco de Soul Music, só que para dançar, mais discotecado. E a excursão foi toda feita com músicos negro e sem cenário algum, surpreendendo seus admiradores de vez!

Bowie em 1975

Bowie gosta de explicar sua carreira como “de uma pessoa que vive o papel de um astro do rock”, e nada poderia ser mais exato.

Depois disso Bowie ainda teve mais inúmeras faces, que fica para um próximo post, pois se eu postar agora, ficaria cansativo demais para ler. Num próximo post eu falo da parceria que ele fez com o Queen e dos outros álbuns dele.

Espero que tenham aprendido um pouco mais sobre a história desse ser mutante, que é conhecido como o Camaleão do Rock!  Porque ele só é igual a ele mesmo, e ele mesmo não sabe quem ele é, na verdade.

Quero agradecer ao meu pai, pois se não fosse por ele, eu não teria feito este post sobre um dos maiores ícones da música mundial, meu pai me ajudou muito. Dou todos os créditos a ele!

David Bowie – Starman (Live)

LONG LIVE TO THE ROCK!

Uma resposta to “O Camaleão do Rock!”

  1. […] No começo, os posts sempre foram voltados ao mundo musical, onde nós postávamos sobre os diferentes estilos musicais, como o Viking Metal e o Pub Rock, postávamos sobre bandas pouco conhecidas mas com um som muito bom, como a Made In Brazil e outros assuntos diversos sobre o mundo da música, como um post bem legal sobre o Camaleão do Rock, David Bowie. […]

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