Jazz and Rock!

Hey Hey Hey!

Eu sei, que para muito de vocês, a ideia de aproximação de Jazz e Rock foi uma coisa que aconteceu nos anos 70. Mas isso não é verdade, a fusão entre esses dois gêneros se deu com mais ímpeto nos anos 70, naa forma de Jazz-Rock ou Funky Jazz, só que as origens e bases desse processo de aproximação datam de muito, muito longe!

George Gershwin

Charleston

Antes da Primeira Guerra Mundial a onda, na América, era o ragtime, música desenvolvida a partir do saltitante piano jazz de Scott Joplin. Depois, nos anos 20, foi a vez do charleston, igualmente enraizado no jazz. E nos anos 30, além da presença do Jazz, maciça na obra de compositores como George Gershwin, surgem as big bands de dança que dominaram até o final dos anos 40 com um estilo que nada mais era senão uma diluição comercial das estruturas jazzísticas. Com toda a ênfase dada ao ritmo, as orquestras de Glenn Miller e Harry James não podiam dispensar os solos de metais e cantores como Bing Crosby e Frank Sinatra também extraíram muito de seu estilo das bases do jazz.

Eddie Vinson

Rythm’N Blues

Mas é na raiz mesma do rock – o rythm’n blues – que se encontram os primeiros sinais de uma fusão com o jazz. De fato, o jazz é um ponto de apoio importante para duas manifestações pré-rock’n roll: as jump bands e os conjunto de rythm’n blues. Pouco a pouco, núcleos de músicos solistas começam a se destacar e acabam saindo das jump bands para formar conjuntos de rythm’n blues, casos como Earl Bostic e Eddie Vinson. Começam a interpretar as músicas com metais no lugar da dupla voz e guitarra, e isto está claramente presente na formação do rock’n roll via Bill Haley & Comets.

Little Richard

Jump Bands

Elas surgiram nos anos 40 e seu som era uma variação criolla em cima das estruturas do boogie-woogie. O mais famoso expoente é Fats Domino, que aderiu à corrente rock’n roll sem precisar alterar praticamente nada em seu estilo, que estava muito próximo do R&B. Todas essas formas de rythm’n blues nutriram o nascente rock’n roll dos anos 50. Além de Bill Haley e Fats Domino, suas marcas estão nos saxes de Little Richard, no estilo de Chuck Berry e no trabalho instrumentalista de King Curtis, uma versão rock do jazz.

Ray Charles

Polirritmos

Enquanto isso, o próprio jazz se modificava. Desde meados da década de 40, com a ruptura da base original de blues, o be-hop tinha instaurado uma nova etapa na evolução do jazz. Na década de 50, ele estava em duas correntes extremas: de um lado os jazzistas acadêmicos e de outro lado os ex-beboppers. No meio dos dois polos surge o soul jazz, retomando as raízes gospel e blues. É esse gênero que no começo da década de 60, aproxima-se do rock, através de Ray Charles. Charles exerceu grande influência sobre músicos brancos, que mais tarde engrossariam as fileiras do rock, como Eric Burdon e Joe Coker.

Blood, Sweat & Tears

Jazz e Rock

No final dos anos 60, já era bastante comum o uso do termo jazz-rock, indicando a ruptura das últimas barreiras entre os gêneros irmãos. O pioneiro dessa corrente é o grupo americano Blood, Sweat & Tears, que fez uma ampliação do rock básico, utilizando naipes de metais. Muito em breve viria o reverso da medalha: músicos e compositores de jazz, em geral mais jovens, que incorporariam elementos de rock em suas músicas. Na Inglaterra um dos pioneiros é o grupo Colosseum. Outros grupos importantes são o Nucleus e o Soft Machine. O Nucleus pode ser considerado o mais sofisticado e bem sucedido musicalmente dos grupos jazz rock ingleses.

Miles Davis

O grande Miles Davis

Ele é a figura principal de todo o jazz contemporâneo, ou seja, o cara é bom demais em todos os sentidos, inclusive por ter sido um dos primeiros a utilizar elementos de rock em suas músicas. Ele viu no uso de instrumental eletrônico e na simplificação das estruturas rítmicas um fortalecimento das raízes comuns ao jazz e ao rock. Diversos colaboradores de Miles se encarregaram de disseminar o vírus jazz-rock pelo cenário musical: Wayne Shorter, o grupo Return To Forever, o grupo Lifetime e Herbie Hanconk.
Por isso, nós temos que agradecer demais a ele, pois se não fosse ele, não teríamos essa junção de jazz e rock, um ritmo que todos curtem e que é muito gostoso de ouvir, em qualquer ocasião!


Fim das Fronteiras

Hoje, é extremamente difícil definir onde terminam e começam as fronteiras do jazz e do rock. Há claros elementos de jazz em grupos como Mothers of Invention e Back Door. E nos chamados conjuntos progressivos, como Gentle Giant, Genesis e Yes.
Desde os anos 50 o rock tem sido, como swing dos anos 30, a manifestação popular e acessível do sentimento jazz em música. E o rock jamais teria evoluído ao estágio que conhecemos hoje sem influências do jazz. Afinal, tudo remonta a um grande tronco comum, rítmico, melódico e cultural: a inesgotável fonte da Mãe África!

Depois de tudo isso, faço os sinceros agradecimentos ao jazz e a Mãe África, por tudo que eles fizeram pelo rock que ouvimos hoje. Sem eles, não teríamos esse gênero musical que tanto curtimos e ouvimos.

Obs: Valeu pessoal velho que me deu informações sobre isso e ao meu pai por me dar apoio nessa matéria, me dando muitas informações sobre esta fusão jazz-rock.

LONG LIVE TO THE ROCK, e especialmente hoje, LONG LIVE TO THE JAZZ!

Uma resposta to “Jazz and Rock!”

  1. Rafaell Mendes Says:

    Uma Bio bem Legal reunindo os principais tópicos da Època, é claro que teve muitas outras variações que se formaram durante os tempos por exemplo o Smooth-Jazz que eu curto muito, mas o legal foi que seguiram o Jazz-Rock até aqui (hoje)
    ficou muito legal Meus parabens A Equipe!

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